domingo, 25 de abril de 2010

A família Silva Rodrigues

Você é o barco,
é o oceano,
é o vento,
é o céu,
é a lua,
é o meu universo.

Você é o marco,
é o divisor,
de uma vida
de aprender
o que é o amor.

Você é o verso,
é a rima,
é a riqueza,
ou melhor,
minha princesa.

Você é a unha,
é a mensagem,
é a passagem
da dor
para o amor.

Você é a professora,
de assuntos diversos,
de sinalização de erros,
de confrontação de medos.

Você é a contagem,
é a repartição,
é a contribuição
de Deus para a
minha regeneração.

Você é a conversa,
é a pressão,
é a emoção
de formas diversas.

Você é o que é,
verdadeira,
sincera,
muita mais que
uma mulher.

Eu sou esse,
gíria e pichação,
esquecido de datas,
a maior distração.

Eu sou a ligação
de domingo à noite,
toda a semana,
na maior amolação.

Eu sou a poesia,
sem métrica,
sem rima,
e com afasia.

Eu sou a parati velha,
o sonhador,
o presente improvisado,
com cartão deformado.

Eu sou cheio de mazelas,
tem pra todo lado,
desde o egoísmo,
até acordar mau humorado.

Eu sou esperançoso,
mas sem fé,
amoroso,
e meio mané.

Eu sou assim,
meio jocoso,
meio vaidoso,
e estou meio na tristeza
com muita saudade,
da minha cidade
e da minha princesa.

Nós somos
os perdidos no Cinco,
os trabalhos cristãos,
os retirantes da sala de cinema,
os adeptos do suco,
os superadores de distâncias,
os mineiros de BH,
os diálogos por telefone,
o gandula e a torcida,
a dor,
a fé,
a revolta,
a superação,
a força,
a esperança,
os pais,
os avós,
os tataravós (quem sabe)
a famíla Silva Rodrigues.




sábado, 24 de abril de 2010

Afásico: o grande comunicador 2

Novamente o rio Nilo,
descendo as correntezas de sentimetos,
deu exemplo de como se comunicar.

Foi um beijo de despedida,
fantástico e assustador,
e eu sem conseguir me comunicar.

Obrigado, rio Nilo!
Em épocas de secura na relação,
o afásico é bem melhor que eu, na comunicação.

Bom viagem para João Pessoa, rio Nilo!