é o oceano,
é o vento,
é o céu,
é a lua,
é o meu universo.
Você é o marco,
é o divisor,
de uma vida
de aprender
o que é o amor.
Você é o verso,
é a rima,
é a riqueza,
ou melhor,
minha princesa.
Você é a unha,
é a mensagem,
é a passagem
da dor
para o amor.
Você é a professora,
de assuntos diversos,
de sinalização de erros,
de confrontação de medos.
Você é a contagem,
é a repartição,
é a contribuição
de Deus para a
minha regeneração.
Você é a conversa,
é a pressão,
é a emoção
de formas diversas.
Você é o que é,
verdadeira,
sincera,
muita mais que
uma mulher.
Eu sou esse,
gíria e pichação,
esquecido de datas,
a maior distração.
Eu sou a ligação
de domingo à noite,
toda a semana,
na maior amolação.
Eu sou a poesia,
sem métrica,
sem rima,
e com afasia.
Eu sou a parati velha,
o sonhador,
o presente improvisado,
com cartão deformado.
Eu sou cheio de mazelas,
tem pra todo lado,
desde o egoísmo,
até acordar mau humorado.
Eu sou esperançoso,
mas sem fé,
amoroso,
e meio mané.
Eu sou assim,
meio jocoso,
meio vaidoso,
e estou meio na tristeza
com muita saudade,
da minha cidade
e da minha princesa.
Nós somos
os perdidos no Cinco,
os trabalhos cristãos,
os retirantes da sala de cinema,
os adeptos do suco,
os superadores de distâncias,
os mineiros de BH,
os diálogos por telefone,
o gandula e a torcida,
a dor,
a fé,
a revolta,
a superação,
a força,
a esperança,
os pais,
os avós,
os tataravós (quem sabe)
a famíla Silva Rodrigues.