cada um tem sua cervejinha.
Pensava que eu era valentão,
saudável,
atleta,
mas não.
Eu também tomo minha cervejinha.
Mas a minha não é loira,
não é preta (tipo Caracu),
não é ruiva (aquela da propraganda da Sandy).
A minha cervejinha,
é sem cor,
passa disfarçadamente,
e quando menos espero,
já estou embebido (se é que existe) nela.
Eu, muitas vezes, não bebo,
sou bebido (agora tá tirando o corpo fora?)
- Não o corpo tá dentro do processo!
Imagens, pensamentos, estímulo, ação:
esse é o processo.
Quem diria o bonitão,
embriagado!
Sei também com isso,
o que é ressaca.
Igual a ressaca de sono
que meu pai falava quando dormia pouco.
Cervejinha, quantas vezes criticada.
Agora atire a sua pedra, bonitão!
Sua mão está vazia,
não tem pedra pra jogar, né?
Só tem calo na mão.
(Pegou pesado, mas foi bom!
Eu preciso!)