segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tomando uma cervejinha

O bicho pegou,
cada um tem sua cervejinha.

Pensava que eu era valentão,
saudável,
atleta,
mas não.
Eu também tomo minha cervejinha.

Mas a minha não é loira,
não é preta (tipo Caracu),
não é ruiva (aquela da propraganda da Sandy).

A minha cervejinha,
é sem cor,
passa disfarçadamente,
e quando menos espero,
já estou embebido (se é que existe) nela.

Eu, muitas vezes, não bebo,
sou bebido (agora tá tirando o corpo fora?)
- Não o corpo tá dentro do processo!

Imagens, pensamentos, estímulo, ação:
esse é o processo.

Quem diria o bonitão,
embriagado!

Sei também com isso,
o que é ressaca.
Igual a ressaca de sono
que meu pai falava quando dormia pouco.

Cervejinha, quantas vezes criticada.
Agora atire a sua pedra, bonitão!
Sua mão está vazia,
não tem pedra pra jogar, né?
Só tem calo na mão.

(Pegou pesado, mas foi bom!
Eu preciso!)